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software foi criado em parceria pelos acadêmicos dos cursos
de pós-graduação em Psicologia e de Ciências da Computação.
A
estratégia do tratamento com realidade virtual em 3D, segundo
Christian Kristensen, coordenador do projeto e integrante do grupo
Cognição, Emoção e Comportamento, é diminuir os transtornos por meio
da simulação repetida de assaltos e do tratamento posterior para
medir os sintomas pós-traumáticos.
O
programa não está totalmente concluído, mas já foi testado em seis
pacientes. "Os resultados são preliminares, mas indicam que há
contribuição da realidade virtual na redução dos sintomas
pós-traumáticos", disse Kristensen, que também é coordenador do
programa de pós-graduação de Psicologia da universidade.
Como funciona
Segundo a psicóloga Patrícia Mello, integrante do grupo de pesquisa,
os pacientes passam por situações muito parecidas com as quais
viveram nos assaltos nas agências por volta de seis vezes. Estas
seis simulações são parte de um total de 18 sessões, que ainda
incluem 50 minutos de terapia, onde os pacientes revelam suas
angústias e medos.
"Espera-se
que revivendo a experiência em um ambiente seguro, com o apoio do
terapeuta, o paciente seja capaz de enfrentar seus medos e observar
os recursos pessoais que possui para enfrentar situações difíceis.
Assim, o paciente terá mais coragem e motivação para voltar às suas
atividades, sem sofrer com isso", disse Patrícia.
Em um ambiente virtual que o paciente acessa por meio de um óculos
especial, é criado uma cena dentro de um agência bancária com
auxílio do software de modelagem geométrica tridimensional. "Neste
software são criadas as superfícies que descrevem a forma de objetos
como mesas, cadeiras, computadores, paredes e outros artefatos. A
fim de prover uma aparência mais real às cenas, foram obtidas
imagens reais de objetos", revelou Márcio Pinho, Coordenador do
Grupo em Realidade Virtual do Programa de Pós-Graduação em Ciências
da Computação da PUCRS.
Para fazer o movimento dos personagens e permitir a interação do
pacientecom a cena, foi usada a plataforma de um jogo de computador,
segundo Pinho. A plataforma dá suporte para a apresentação de
diálogos dos bandidos e a geração de sons de tiros.
O
projeto foi financiado pela PUCRS e pela a Fundação da Amparo à
Pesquisa do Rio Grande do Sul (FAPERGS). Sua expansão dependerá da
extensão de convênios com o Hospital São Lucas da PUCRS e os planos
de saúde de instituições bancárias. De acordo com os representantes
do grupo de pesquisa, a terapia com realidade virtual é inédita no
Brasil para o tratamento de traumas.
Mais informações em www.estressetrauma.org .
Fonte: Portal Terra
Via: www.guiame.com.br
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