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Na opinião de Milton Paulo Simões de Lima, formado em edição de
vídeo e efeitos visuais pela Metropolitan Film School, de Londres, a
medida joga água nos planos das Apple, que deixou de apoiar o
formato flash Flash. Lima comenta sobre o vasto uso desse formato em
edições. “É o mais usado na plataforma Mac”, disse, em entrevista
por telefone, ao IDG Now!.
Esperanto e Klingon
No post, Sneath deixa claro que a proposta da Google se iguala a
substituir o ensino de inglês pelo do esperanto nas escolas. “O
objetivo da linguagem é ser democrática”, diz o texto. O autor
lembra que a função do esperanto acabou sendo a de linguagem
auxiliar – sem grande adesão por parte da comunidade mundial.
A
referência é velada, pois Senath não explicita o nome WebM. Em vez
disso, deixa um link para o site do formato. De toda forma, é
perfeitamente racional concluir que Sneath aponta para uma tentativa
da Google em introduzir à força um novo padrão – em vez de deixar a
comunidade web escolher o caminho.
Sneath critica a decisão da concorrente, e afirma que suportar nova
línguas equivale a banir o inglês dos EUA e trocá-lo por Esperando e
de Klingon (língua falada por uma raça alienígena no seriado Jornada
nas Estrelas). "Especificamente, estamos apoiando Esperanto e
Klingon, e vamos considerar o suporte a novas linguagens bem
construídas no futuro. Embora o inglês seja importante em nossa fala
hoje, como nosso objetivo é incentivar a inovação, seu uso como
forma de comunicação neste país será proibido e nossos esforços
serão em idiomas que não são afetados pelo uso no mundo real",
escreveu o executivo da MS, reescrevendo de maneira irônica o texto
da Google sobre o abandono ao H.264.
Segundo o autor do post, o Internet Explorer 9 continuará a entender
a codificação H.264. Sneath postou links para estudos mostrando que
dois terços dos vídeos atualmente disponíveis na web usam esse
codec, e um quarto está em Flash VP6. Contudo essas informações são
anteriores a maio de 2010, quando o WebM ainda não havia sido
lançado.
E
as chances do novo formato fazer sucesso não são pequenas. Além da
Google, Mozilla, Opera e Adobe apoiam esse padrão de vídeo. O
blogueiro de open source da Network World, Joe Brockmeier, diz que a
decisão da Google é "uma boa notícia ... para quem defende formatos
abertos na web," porém "potencialmente má para a maioria dos
players, que terão de passar por uma nova e longa guerra de formatos.
De novo."
Fonte texto e foto:
www.guiame.com.br |