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América Latina, 91%. “O ponto principal da pesquisa é mostrar que a
tecnologia representa uma grande oportunidade para a educação”, diz
o diretor sênior para o mercado de educação da Cisco, Frank
Florence. Para ele, “a missão da Cisco nesse contexto é “auxiliar os
educadores a saberem do que precisam, e colocá-los mais próximos dos
alunos através da tecnologia”.
Hoje, o segmento de
educação ocupa a quarta posição em importância de investimentos para
a Cisco, seguido, na ordem, pelo setor bancário, de governos e
indústrias. “A educação é um mercado importante para a Cisco”, diz
Florence. “As esperanças que a América Latina tem na educação são
maiores que em outro qualquer lugar do mundo. Isso é bom, pois os
governos desta região veem com cada vez mais atenção a relação entre
tecnologia de ponta na educação e um futuro de bem estar social.”
No Brasil, as
atividades da vertical de educação da Cisco começaram em dezembro do
ano passado. “Apesar de recente, a demanda por todo tipo de soluções
na área de educação, como virtualização de servidores em
universidades, instalação de redes wi-fi e equipamentos de segurança
nas escolas, está nos surpreendendo”, diz Ricardo Santos, diretor da
área de vertical de educação da Cisco Brasil. “As perspectivas de
crescimento deste mercado são enormes, principalmente para os
próximos anos, com o aumento dos investimentos.”
As três principais
questões ligadas à tecnologia para os profissionais pesquisados na
América Latina são: proteger estudantes contra utilização indevida
da internet, melhorar o trabalho conjunto entre estudantes e
instituições e reduzir custos administrativos usando novas
tecnologias.
Para a pesquisa, foram
entrevistados 1,1 mil professores e gestores da área de educação,
além de profissionais de TI diretamente envolvidos com o setor,
entre setembro e novembro de 2010, sendo 600 nos EUA e 500 em outros
14 países do mundo. Metade dos entrevistados era de escolas de
ensino fundamental e médio e a outra metade de faculdades e
universidades.
Há outros resultados
interessantes. No Brasil e México, 94% dos entrevistados acreditam
que a tecnologia possui um papel importante na preparação da força
de trabalho do futuro, contra 70% de outras regiões pesquisadas.
Além disso, na AL, os entrevistados acham que a tecnologia garantirá
aos alunos uma boa preparação para atuarem em uma economia cada vez
mais globalizada, além de aumentar a empregabilidade dos estudantes
após a graduação.
A América Latina é a
região com maior percepção do valor da aprendizagem on-line global,
ao lado do Oriente Médio e África, com pontuação de 8,7 em uma
escala de 1 a 10. Aqui, 70% dos entrevistados acreditam que a
tecnologia deve melhorar a qualidade do ensino, e que essa
tecnologia deve primar por inovação e criatividade. Para tanto, os
latinoamericanos acreditam que são necessários investimentos em
serviços wireless (54%), vídeo (46%) e em tecnologia para salas de
aula (43%), como quadros interativos, por exemplo.
Considerando os
inúmeros desafios que a educação brasileira ainda deve enfrentar nos
próximos anos, Ricardo Santos é otimista. Para ele, a “adoção de
novas tecnologias na sala de aula incentiva a educação. Os
professores se sentem valorizados com a aquisição de equipamentos
que melhoram a forma de ensinar e aprender.”
Por Marcelo Vieira |